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Energias renováveis vão iluminar aldeias de Angola

Thursday, 18 de February de 2010

Energias renováveis vão iluminar aldeias de Angola

O secretário de Estado da Energia, João Baptista Borges, disse ontem, em Luanda que as zonais rurais mais distantes vão ter energias renováveis no quadro da electrificação do país. João Baptista Borges fez esta afirmação na abertura da conferência nacional sobre energias renováveis que decorre no anfiteatro do Ministério da Energia e Águas.
João Baptista Borges garantiu que a água vai continuar a ser a fonte primária de produção da energia eléctrica, enquanto as outras, como a solar e a eólica, serão implementadas naquelas zonas onde, por dificuldades técnicas ou económicas, não é possível transportar as linhas de transmissão da energia produzida nas barragens.
A conferência, promovida pelo Ministério da Energia e Águas em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola, destina-se a ajustar os planos do Ministério relativos à utilização e aproveitamento das novas energias renováveis.
“Com o objectivo de electrificarmos o país e particularmente as áreas rurais, temos de contar com a gestão energética. Esta conferência tem, no fundo, o condão de servir para nos actualizarmos e ajustarmos os programas, tendo em conta a experiência dos Estados Unidos de América”, esclareceu João Baptista Borges, para quem a energia solar pode ajudar a electrificar o país de forma económica.
O secretário de Estado sublinhou que, apesar de Angola possuir um potencial em energias renováveis solar, eólica, hidroelectricidade, geotérmica e biocombustível massa, ainda não está a ser explorada qualquer delas. Referiu que algumas energias renováveis são caras e é necessário que se promova a sua utilização com base na compensação dos custos, para que as famílias pobres possam ter-lhes acesso.
“Estamos a trabalhar para que a utilização destas fontes seja uma realidade o mais brevemente possível. A sua utilização requer a adopção de políticas de incentivo. Neste momento estão a ser criadas para uma discussão mais alargada”, disse.
Por sua vez, o embaixador dos Estados Unidos da América, Dan Mozena, considerou que Angola é um país com potencial energético capaz de sustentar todos os lares, empresas e fábricas e países vizinhos, bem como contribuir para a segurança energética do mundo. O diplomata americano lembrou que o Governo angolano entende que a energia é a chave para melhorar o bem-estar do país.
“Angola pode beneficiar das experiências dos outros países que fizeram com êxito a transição da tarifa global para uma mais dirigida. Creio que os Estados Unidos podem disponibilizar intercambio técnico para ajudar Angola a concretizar essa transição”, disse. Dan Mozena acredita que o intercâmbio com seu país vai ajudar Angola a aprender com os Estados Unidos e outros países a encontrar a melhor forma de rever a legislação e regulamentos, com o objectivo de estimular o desenvolvimento do sector da energia em geral e em particular das renováveis.
“Isso pode colocar Angola numa posição melhor, para tirar partido das preocupações globais com as alterações do clima, para impulsionar a sua visão de desenvolvimento agrícola, de um modo mais lucrativo e sustentável”, disse.
Luís Fernández, pesquisador do Instituto Carnegie de Ciências dos Estados Unidos da América, é o principal orador da conferência, que termina na próxima segunda-feira. Ontem, Luís Fernádez falou sobre “A evolução histórica e tecnológica do uso das energias renováveis nos Estados Unidos da América e de zoneamento agro-ecológico para os bio-combustíveis”, “A experiência americana nos bio-combustíveis e alimentos”. O pesquisador norte-americano falou, também, de “Energias renováveis e mudanças climáticas” e “O Protocolo de Kyoto – energias renováveis e mudanças climáticas”.

Jornal de Angola, Gabriel Bunga



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