Solar

Goiás vai ganhar usina solar

Tuesday, 29 de December de 2015

Goiás vai ganhar usina solar

A Alemanha, com média de 140 dias de sol, tem quase 30% de sua matriz energética oriunda da energia solar, enquanto o Brasil possui 0,02%. Goiás quer se destacar e apoiar a produção desta energia limpa e renovável.

Assim, a Celg Geração e Transmissão S.A. – concessionária de energia elétrica de Goiás – realiza estudo, com parceria da agência americana USTDA, para elaboração de um projeto básico de usina solar em Morrinhos, no sul goiano.

A unidade é a primeira usina solar da Celg e ocupará um espaço físico de cerca de 12 hectares. A previsão que a operação inicie em meados de 2017. A capacidade média da usina solar será de 1,8 a 2,3 megawatts (MW), o que representa o atendimento de uma cidade de dez mil habitantes.

Segundo o diretor técnico e comercial da Celg Geração e Transmissão S.A., Augusto Francisco da Silva o local foi selecionado pelas facilidades técnicas. “Morrinhos conta com a Subestação Planalto, que possui duas linhas de transmissão seccionadas. Além de um espaço físico ocioso e plano que permite futuras ampliações”, explica.

O investimento para a construção da usina é de aproximadamente R$ 60 milhões proveniente de fundo perdido. A energia produzida será comercializada em leilões do setor ou vendida para grandes indústrias.

“O sol é a única energia homogênea e democrática”, afirma Augusto Francisco da Silva. Ele completa que algumas regiões do estado – central e nordeste- são muito propicias para a produção de energia solar.

Incentivos

A partir de 2016, juntamente com São Paulo e Pernambuco, Goiás isenta de ICMS a produção e consumo de energia de origem solar para micro e mini produtores e consumidores. As minis são empreendimentos como shoppings, hospitais e empresas. Já as micros são as residências.

Segundo o Secretário das Cidades e do Meio Ambiente (Secima) do Estado, Vilmar Rocha o objetivo do governo é aumentar a produção de energia solar em 4% a 5% até 2024. “A energia solar é a energia do futuro. O consumidor poderá produzir a energia que ele consome”, pontua.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, diz que o estado não tem vocação para produzir energia eólica, mas pode estimular a solar. “Temos muita condição de investir na energia solar. Goiás tem pelo menos oito meses do ano com muito sol e nós vamos estimular essa capacidade”, afiançou.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, destacou o potencial da modalidade no estado. “Goiás é um dos pioneiros na isenção do ICMS e tem linhas de crédito para pessoa jurídica através de financiamentos como o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) empresarial”, destaca.

As perspectivas do Ministério de Minas e Energia é que até 2024 essa energia represente 4% da matriz energética do Brasil, com a produção de 7 mil megawatts (MW).

O diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp complementa que o Brasil é um país privilegiado por ter uma diversidade de fontes energéticas. A união da geração de energia por hidrelétricas e solar é possível. Painéis solares foram instalados nos flutuadores da Usina Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas.

Bons exemplos

Goiás é pioneiro para a produção de energia solar em usina sucroenergética. A Usina Jalles Machado, em Goianésia, em parceria com Abengoa Solar Brasil e a Universidade de Brasília assinaram em abril de 2015 o Protocolo de Intenções para estudos técnicos para geração de energia solar na unidade.

“Goiás é um estado forte em energias renováveis”, pontua Perillo. Além da energia pelo sol, Goiás investe na cogeração a partir do bagaço da cana-de-açúcar. Das 37 usinas localizados no Estado, 17 cogeram energia elétrica. A produção chega a mil MW. Goiás também produz, somando as hidrelétricas nas divisas do estado, mais de 10 mil MW.

 

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