Solar

Taubaté terá megausina solar

Sunday, 03 de November de 2013

A cidade de Taubaté, em São Paulo, vai receber uma megausina solar fotovoltaica que será construída pela multinacional americana New Generation Power (NGP), com sede em Chicago, e pelo grupo Léros, de São Paulo. A empresa americana terá cerca de 85% de participação no projeto, enquanto o grupo Léros deve entrar com os 15% restantes.

O empreendimento prevê uma potência total instalada de 500 MW. Mas os empreendedores pretendem desenvolver o projeto aos poucos, em módulos de 30 MW, ou a capacidade máxima permitida para que uma usina beneficie-se do desconto de 80% na tarifa de transmissão.

Estima-se que cada megawatt instalado de energia solar demande cerca de R$ 4 milhões em investimentos. Portanto, a usina de Taubaté consumiria, pelo menos, R$ 2 bilhões se toda a potência prevista no projeto fosse construída. Nos Estados Unidos, os custos das usinas solares caem a cada ano e já estão em torno de US$ 1,5 milhão por megawatt instalado, segundo a representante no Brasil da NGP, Fernanda Augusto.

Os parques solares de Taubaté não foram incluídos no leilão de energia A-3 (para projetos que ficarão prontos em três anos), que será realizado no dia 18 de novembro. Esse será o primeiro certame já realizado no país que vai oferecer energia solar.

Segundo Kleber Léros, diretor do grupo brasileiro, três parques solares do empreendimento, que somam 90 MW de capacidade, foram inscritos para o leilão de energia nova que será promovido pelo governo federal e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 13 de dezembro, no qual será vendida a energia produzida por projetos de geração que ficarão prontos em cinco anos (A-5).

 

Foram inscritos 2,7 mil MW de energia solar fotovoltaica, de 109 usinas, e 290 MW de energia solar heliotérmica, de dez empreendimentos. Os projetos estão localizados no Nordeste, a maior parte deles na Bahia. A Renova, por exemplo, levará para o leilão usinas solares associadas aos seus parques eólicos, o que reduz o custo dos empreendimentos.

A usina solar de Taubaté é o primeiro projeto de geração de energia alternativa de grande porte no Estado de São Paulo, onde não existem ainda parques eólicos. "A pior incidência solar no Estado é superior à melhor incidência na Alemanha [onde já existem várias usinas]", afirma José Aníbal, secretário de Energia do Estado de São Paulo, que pretende atrair investimentos.

Os novos projetos de geração de energia não convencional estão concentrados no Nordeste, onde os índices de radiação solar e a velocidade dos ventos estão entre os melhores do mundo. Segundo Aníbal, ainda assim as condições em São Paulo são melhores que as da Europa e o Estado possui outras vantagens competitivas, como a proximidade com os centros consumidores e uma ampla rede de transmissão, o que parte dos Estados do Nordeste não têm.



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