Solar

Italianos apostam em energia no CE

Friday, 11 de October de 2013

Com foco no potencial de consumo de empreendimentos de médio porte de todo o território brasileiro, dez empresários italianos do setor de energia solar estão no Ceará dispostos a investir na economia local, firmando parcerias para revolucionar o perfil do mercado de energias renováveis no Estado.

Na rodada de negócios realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), foi cogitada para o próximo ano uma missão cearense em Milão, na Itália, seguindo os moldes da missão estrangeira na Capital - com palestras, visitas técnicas e rodada de negócios.

Ao todo, seis empresas (Ara Icim, Innext, FVG Energia, Miller & Partners e Quotidia) vieram conhecer as oportunidades. A missão é organizada pela Innext Brasil, que atua na internacionalização de negócios, em parceria com o Centro Internacional de Negócios do Ceará (CIN) e a Fiec.

O representante do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também conversou com toda as seis empresas, que estavam interessadas em receber financiamento para o setor. Além disso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) do Ceará fez contato com a empresa de certificação italiana ICIM. Nesta manhã, a comitiva deve visitar as instalações de empresas de energia eólica, em São Gonçalo do Amarante e em Paracuru.

Tecnologias inovadoras

De acordo com o empresário responsável pela missão, Paul Renda, o grupo enxerga o Ceará como um grande potencial para a execução de projetos com tecnologias inovadoras. Para ele, além de favorável à instalação de fábricas voltadas à geração de energia solar, o cenário local também apresenta ótimas condições para a criação de fábricas de equipamentos ligados ao setor, além de instituições de pesquisa em energias renováveis.

Ele informa que as missões da Innext, da qual também é representante, contam sempre com empresas preparadas para fechar negócios. Paul Renda informa que, na região Nordeste, visitas já foram feitas no estados de Alagoas - onde uma fábrica de energia solar começou a ser instalada - e em Pernambuco, cujos projetos previstos devem atender ao Porto de Suape.

Em Alagoas, por exemplo, a estimativa é que sejam geradas 10 mil vagas de trabalho. Conforme o empresário, o investimento inicial para a implantação da empresa gira em torno de R$ 102 milhões, dos quais 70% são financiados pelo BNDES.

O evento na Fiec contou com presença do gerente do departamento regional do BNDES, Fernando Castilhos, que tratou dos financiamentos. "Somos o banco que mais financia projetos de geração de energias alternativas no Brasil, recursos não faltam. Em alguns casos, os financiamentos chegam a 90%. Basta que as empresas estejam atreladas à política nacional de distribuição de energia".

Os representantes das mesmas empresas que estão em território cearense devem visitar o Rio Grande do Norte para identificar possíveis oportunidades. "Mas, acreditamos mais no potencial do Ceará. A Fiec trabalha de um jeito certo para atrair os investidores", diz Paul Renda.

O superintendente do CIN, Eduardo Bezerra Neto, está otimista com a presença dos empresários italianos. "Todos estão aqui para fechar negócios", declara, ressaltando que "o forte da economia italiana é a média empresa". Para ele, as parcerias são fundamentais para a formação de um conglomerado econômico forte no setor de energia renovável no Ceará.

Diário do Nordeste



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