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Energia solar supera biocombustíveis

Saturday, 06 de July de 2013

Energia solar supera biocombustíveis

Os países em desenvolvimento responderam por 46% dos investimentos mundiais em energias e combustíveis renováveis em 2012, totalizando US$ 112 bilhões, uma expressiva melhora frente ao percentual de 34% obtido no ano anterior, quando foram investidos US$ 94 bilhões.

Essa foi a oitava alta consecutiva nos aportes desse grupo, enquanto os países desenvolvidos tiveram uma queda de 29% no ano passado, atingindo US$ 132 bilhões, o menor nível desde 2009, segundo relatório publicado pela entidade Renewable Energy Policy Network for the 21st Century (REN21).

Os aportes globais sofreram uma diminuição de 12% em 2012, após anos seguidos de altas, devido às incertezas sobre as políticas de fomento ao setor nos principais países desenvolvidos.

Em meio à crise financeira mundial, as maiores quedas foram na Europa, 36%, e nos Estados Unidos, 35%, ocasionadas pelas reduções nos subsídios para o desenvolvimento de projetos de energia solar e eólica.

Já as economias em desenvolvimento foram beneficiadas pelo crescente interesse dos investidores nos mercados emergentes, demanda em alta, recursos renováveis mais acessíveis e custos de tecnologias solar e eólica em queda. China e Europa contribuíram com 60% dos recursos para energias renováveis em todo o mundo.

Em âmbito mundial, a energia solar foi o setor mais importante no ano passado, conquistando 57% do total de investimentos em renováveis; 96% deles apenas em energia fotovoltaica. Apesar do aporte de US$ 140,4 bilhões, o setor solar perdeu 11% na comparação com 2011.

Em segundo lugar aparece a energia eólica, com US$ 80,3 bilhões em investimentos, seguido pelos projetos em energia hidrelétrica com mais de 50 MW, que totalizaram US$ 33 bilhões.

Ranking das energias renováveis

Na comparação com outros países, o Brasil ficou em nono lugar entre os principais investidores, com aporte de US$ 5,3 bilhões em 2012. Isso significou uma queda de 38% em relação ao registrado em 2011 e o nível mais baixo de investimentos desde 2006, quando os aportes brasileiros foram de US$ 4,2 bilhões.

Os dez maiores investidores em energias renováveis em 2012, excluindo os aportes em P&D públicos e privados, foram: China (US$ 64,7 bilhões), EUA (US$ 34,2 bilhões), Alemanha (US$ 19,8 bilhões), Japão (US$ 16 bilhões), Itália (US$ 14,1 bilhões), Reino Unido (US$ 8,8 bilhões), Índia (US$ 6,4 bilhões), África do Sul (US$ 5,7 bilhões), Brasil (US$ 5,3 bilhões) e França (US$ 4,6 bilhões).

O Brasil está também entre os países com maior capacidade de geração de energias renováveis, juntamente com China, Estados Unidos, Canadá e Alemanha.

Sem considerar a energia hidrelétrica, os principais países do ranking são: China, EUA, Alemanha, Espanha, Itália e Índia. Já o bloco dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) respondeu por 36% da capacidade total mundial de geração de renováveis; esse percentual cai para 27% quando não se considera a energia hidrelétrica.

A China consolidou sua posição de liderança mundial em renováveis, crescendo 22% em 2012, com investimentos de US$ 66,6 bilhões, incluindo os recursos de P&D, graças principalmente aos aportes em energia solar.

Também registraram fortes altas individuais nos investimentos África do Sul, Marrocos, México, Chile e Quênia. Em termos regionais, o destaque foi o Oriente Médio e a África, com elevação de 228% no ano passado, atingindo US$ 12 bilhões.

Energia solar supera biocombustíveis

Em 2012, a geração de energia renovável a partir de novas instalações alcançou um recorde de 115 GW, de acordo com o documento da REN21, que apontou a eficiência de políticas na condução de uma bem-sucedida integração dos renováveis com outras fontes de energia na matriz mundial.

O estudo mostra que dois terços dos 138 países com metas ou políticas de incentivo aos renováveis fazem parte das economias em desenvolvimento. Além disso, está havendo uma ampliação na distribuição geográfica dos renováveis, principalmente nos países em desenvolvimento.

A capacidade total mundial de geração ultrapassou a marca de 1.470 GW no ano passado, o que representou uma elevação de 8,5% em relação a 2011. A energia eólica contribuiu com 39%, enquanto a energia hidrelétrica e a solar fotovoltaica responderam por 26% cada um.

O setor solar fotovoltaico pela primeira vez ultrapassou a energia gerada por biomassa, ocupando o terceiro lugar no ranking em termos de capacidade em operação, depois da hidrelétrica e eólica.

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Marcadores: solar, renováveis, BRICS, biocombustíveis