Solar

Usina solar pode mudar perfil de Tauá

Monday, 12 de April de 2010

Usina solar pode mudar perfil de Tauá

Com economia pautada basicamente na agricultura de subsistência, na produção de arroz e milho, e na caprinocultura, o município de Tauá, recebeu ontem, um empreendimento que pode, no médio prazo, transformar o perfil sócio-econômico dos Inhamuns. Em ato público, que reuniu lideranças políticas da região, o vice-governador Francisco pinheiro e o diretor de Novos Negócios e Meio Ambiente da empresa MPX, Paulo Monteiro, assinaram no início da noite de ontem, na sede do Município, ordem de serviço para início das obras de construção da Usina de Energia Solar de Tauá, a primeira do País a gerar energia elétrica, a partir dos raios solares, interligada ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

"Nós temos sol o ano todo. Aqui o índice pluviométrico é de apenas 400 milímetros por ano, em média. Agora, com esta usina, Tauá vai se destacar pelo pioneirismo desta tecnologia no país e no mundo", projeto o prefeito da cidade, Ocilon Aguiar, em pronunciamento minutos antes do evento começar. "Há bem pouco tempo o Ceará importava 100% da energia que consumia, agora já produz quase 50%, com as usinas eólicas. Mas, o mais importante, é que vamos produzir e exportar energia limpa, renovável", destacou o vice-governador.

Projeto estratégico

Para ele, a usina solar é um projeto estratégico para o Estado, que poderá se transformar, no futuro próximo, em um "laboratório mundial de pesquisa de energia solar", a partir de Tauá. Instaladas em área de 204 hectares, as obras da usina serão iniciadas em abril próximo, conforme anunciou Paulo Monteiro. Segundo ele, a usina irá contar inicialmente com 4.400 placas fotovoltaicas, que transformam a energia do sol em elétrica, e que podem gerar 1 MW de energia, capacidade suficiente para alimentar cerca de 850 residências populares, ou cerca de quatro mil pessoas. Ainda de alto custo, a energia solar tende a tornar-se comercial somente daqui a uns dez anos. No entanto, explica Monteiro, os benefícios para o município e a região dos Inhamuns poderão começar a ser sentidos bem antes, a partir da possibilidade de instalação de outras empresas, como indústrias de placas, de exploração de silício, matéria-prima para os painéis, de cabos e refletores elétricos e até turísticas. Além disso, serão gerados 200 empregos na fase de construção.
"Nas cidades da Alemanha, , Espanha, Canadá e Índia, onde usinas solares foram instaladas, o turismo cresceu, a partir da atração das pessoas pela nova tecnologia", destacou o gerente de Infraestrutura da MPX, Marcos Antônio Oliveira. Segundo ele, logo, logo um hotel novo deverá ser construído na cidade, para atender pesquisadores, cientistas e empresários interessados na nova tecnologia.

Diário do Nordeste



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