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ONU realiza Conferência sobre os Oceanos para promover ações contra degradação marinha

Friday, 02 de June de 2017

ONU realiza Conferência sobre os Oceanos para promover ações contra degradação marinha

De 5 a 9 de junho, a Organização das Nações Unidas reúne em Nova Iorque autoridades do mundo todo para incentivar ações que melhorem a qualidade dos oceanos. As atividades do homem estão afetando o habitat marinho, a qualidade e temperatura da água, a saúde da vida marinha e até a oferta de peixes e frutos do mar.

No Brasil, o evento terá ações educativas no AquaRio, onde o Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio) conscientizará o público sobre a necessidade de conservação dos oceanos. A principal mensagem é “Menos plástico e mais peixes. Somente juntos conseguiremos salvar os oceanos. Se não mudarmos nossas ações agora, teremos mais plásticos nos oceanos do que peixes em 2050”.

A Organização das Nações Unidas reúne chefes de estado, de governo, delegados de alto nível, representantes da sociedade civil, de empresas, de agências intergovernamentais e da ONU, além de personalidades e defensores da vida marinha, durante a Conferência sobre os Oceanos para incentivar ações que melhorem a qualidade dos oceanos. O evento acontece entre os dias 5 e 9 de junho em Nova Iorque, coincidindo com a Semana do Meio Ambiente.

A Conferência ocorre num momento crucial, já que a saúde e a sustentabilidade dos oceanos estão se deteriorando acentuadamente. As atividades do homem impactam os oceanos, afetando tudo que viabiliza o habitat marinho: qualidade e temperatura da água, saúde da vida marinha e oferta de peixes e frutos do mar. A deterioração dos oceanos tem implicações mais amplas, já que afeta a erradicação da pobreza, o crescimento econômico, a sustentabilidade de subsistência e emprego, a segurança alimentar global, a saúde humana e o equilíbrio do clima – muitos dos objetivos essenciais para o alcance da Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030.

A Conferência sobre os Oceanos, a primeira do gênero realizada pela ONU, focará em alcançar as metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 14, enfatizando a necessidade de conservar e usar sustentavelmente oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

Determinada pela Assembleia Geral da ONU, a Conferência seria realizada nas Ilhas Fiji mas os estragos provocados pelo ciclone Winston, em 2016, provocou a transferência do evento para Nova Iorque. Os governos de Fiji e da Suécia serão os anfitriões da Conferência e Fiji fará uma cerimônia especial antes da abertura oficial.

No Brasil, o evento terá ações educativas no AquaRio, onde o Centro de Informaçao das Nações Unidas (UNIC Rio) conscientizará o público sobre a necessidade de conservação dos oceanos. A principal mensagem é “Menos plástico e mais peixes. Somente juntos conseguiremos salvar os oceanos. Se não mudarmos nossas ações agora, teremos mais plásticos nos oceanos do que peixes em 2050”. Entre os dias 5 e 11 de junho, os visitantes do AquaRio receberão folhetos informativos sobre preservação e terão uma ação surpresa em 8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos. Na parceria com o AquaRio, monitores falarão como cada um pode fazer a sua parte para ajudar a preservar todas as formas de vida marinha.

Resultados

Como resultado de cinco dias de Conferência, os Estados-membros da ONU farão um chamado global para ação – uma declaração concisa, focada e concreta para ações que avancem rumo a um futuro mais sustentável para os oceanos. A Conferência também vai gerar centenas de novos comprometimentos para ação – até agora, mais de 290 comprometimentos voluntários já foram feitos e mais são esperados, com iniciativas importantes adotadas por países, empresas ou pessoas, individualmente ou em parceria, incluindo governos, o Sistema ONU, a sociedade civil e o setor privado.

Também é esperado um relatório final, que incluirá o resumo dos diálogos sobre poluição marinha, acidificação dos oceanos, conservação dos oceanos, seus recursos, ecossistemas marinhos e costais, pesca sustentável, tecnologia marinha e assuntos relativos aos países menos desenvolvidos que dependem dos oceanos para subsistir.



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