Florestas

Antas ajudam a regenerar florestas degradadas na Amazônia

Monday, 04 de March de 2019

Antas ajudam a regenerar florestas degradadas na Amazônia

Um novo estudo mostra como as antas são importantes para a regeneração de florestas degradadas na Amazônia. O maior herbívoro da América do Sul anda muito, come muito e... faz muito cocô, especialmente nas áreas com vegetação menos densa, que em muitos casos já foram atingidas por queimadas. E é esse cocô que ajuda a espalhar sementes pela região.

Cientistas ligados ao Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) coletaram 163 amostras de cocô de anta na Fazenda Tanguro, em Mato Grosso — na transição entre Amazônia e Cerrado. Quase 130 mil sementes foram retiradas dessas amostras, e catalogadas em 24 espécies.

O papel das antas como dispersoras de sementes já foi medido anteriormente em outras regiões, como na Mata Atlântica, mas nunca em uma área degradada. Paolucci também destaca que, embora outros animais, como os macacos, tambjém ajudem muito na dispersão de sementes, só as antes fazem isso em áreas atingidas por degradação.

— Muitos animais cumprem esse papel, e por isso é importante protegê-los e permitir seu trânsito — diz o pesquisador. — Os macacos dispersam até mais espécies e em maior quantidade. Mas as antas conseguem dispersar sementes maiores e em florestas degradadas, além de passar por áreas com pasto e plantações, o que os macacos não fazem. Isso permite o fluxo de espécies entre florestas fragmentadas.

Além de um apetite voraz, a boca avantajada também permite dispersar sementes maiores do que outros animais.

As antas podem chegar a 300 quilos e são os últimos representantes da megafauna na Amazônia, grupo de grandes animais que, em grande parte, foram extintos no fim do Pleistoceno (época geológica que se estendeu de 1,8 milhão a 11 mil anos atrás). Exemplos são o mamute e a preguiça-gigante.

 Os pesquisadores concluíram que as antas têm uma preferência por florestas degradadas para depositar as fezes.

Numa floresta com queimadas anuais, os cientistas estimaram 11.057 sementes por hectare/ano, enquanto na área com queimadas a cada três anos a relação era de 8.587 sementes por hectare/ano. E, em uma floresta intocada, era de somente 2.950 sementes por hectare/ano.

O grupo de cientistas defende a hipótese de que as antas usam mais as florestas degradadas devido à presença de plantas com folhas mais palatáveis.

— Elas (as antas) têm um papel importante tanto na dispersão de espécies iniciais de sementes quanto das tardias, contribuindo para o processo de regeneração como um todo — explica o ecólogo Lucas Paolucci, principal autor do artigo científico publicado esta semana na revista "Biotropica".

'Trabalho' melhor do que o dos macacos

 O papel das antas como dispersoras de sementes já foi medido anteriormente em outras regiões, como na Mata Atlântica, mas nunca em uma área degradada. Paolucci também destaca que, embora outros animais, como os macacos, tambjém ajudem muito na dispersão de sementes, só as antes fazem isso em áreas atingidas por degradação.

— Muitos animais cumprem esse papel, e por isso é importante protegê-los e permitir seu trânsito — diz o pesquisador. — Os macacos dispersam até mais espécies e em maior quantidade. Mas as antas conseguem dispersar sementes maiores e em florestas degradadas, além de passar por áreas com pasto e plantações, o que os macacos não fazem. Isso permite o fluxo de espécies entre florestas fragmentadas.

Além de um apetite voraz, a boca avantajada também permite dispersar sementes maiores do que outros animais.

As antas podem chegar a 300 quilos e são os últimos representantes da megafauna na Amazônia, grupo de grandes animais que, em grande parte, foram extintos no fim do Pleistoceno (época geológica que se estendeu de 1,8 milhão a 11 mil anos atrás). Exemplos são o mamute e a preguiça-gigante.



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