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Setor eólico adicionou 2 GW à matriz energética brasileira em 2016, diz ABEEólica

Sunday, 14 de May de 2017

Setor eólico adicionou 2 GW à matriz energética brasileira em 2016, diz ABEEólica

Oitenta e um novos parques geradores de energia eólica adicionaram 2 gigawatts (GW) à matriz elétrica brasileira no ano passado, informou a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

De acordo com o Boletim Anual de Geração Eólica 2016, a adição destas capacidades fez com que o setor chegasse ao final de 2016 com 10,75 GW de capacidade instalada em 430 parques, representando 7% da matriz brasileira. Segundo a publicação, foram gerados mais de 30 mil postos de trabalho em 2016 e o investimento no período foi de US$ 5,4 bilhões.

Citando dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a ABEEólica destaca que no ano passado a geração de energia eólica cresceu 55% em relação a 2015.

No ano passado, diz a entidade, a energia eólica gerou energia equivalente ao abastecimento mensal de uma média de 17,27 milhões de residências por mês, o que equivale a cerca de 52 milhões de habitantes. Isso significa um avanço de 58% em relação ao ano anterior, quando a energia eólica abasteceu 33 milhões de pessoas.

No relatório, a ABEEólica cita ainda dados do GWEC (Global Wind Energy Council), que mostram que o Brasil ultrapassou a Itália e ocupa agora a nona posição no Ranking Mundial de capacidade instalada de energia eólica. Já no ranking de novas capacidades instaladas no ano, Brasil caiu uma posição e está em quinto lugar.

Geração de energia eólica no Brasil ocupa o 8o lugar em ranking mundial

O Brasil é destaque no ranking mundial de fontes renováveis, ocupando a 8ª posição mundial em geração de energia eólica em 2015. Para 2016, com geração eólica de 33,5 TWh, a previsão é que o Brasil alcance 7ª posição no ranking, superando o Canadá. Os dados constam nas edições anuais do boletim “Ranking Internacional de Energia e Socioeconomia – ano base 2014-2015”, do Ministério de Minas e Energia (MME).

O país também se destaca como o 4º maior consumidor de fontes renováveis e o 3º maior em geração hidráulica. Em termos de participação de fontes renováveis na matriz energética, considerando apenas os 63 países com PIB per capita igual ou superior, o Brasil fica na 6ª posição.

Enquanto as 30 economias de menor PIB per capita (3,3 mil US$) têm uma proporção de 52,1% de renováveis na matriz energética, o Brasil (16,0 mil US$) tem 39,4%. Já as economias do bloco da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ou Econômico (OCDE) (PIB per capita de 38,9 mil US$), têm apenas 9,4% de renováveis na matriz.

O boletim “Ranking Mundial de Energia e Socioeconomia” apresenta o ranking dos 15 primeiros países – de um universo de cerca de 140 – para uma seleção de 38 indicadores, cobrindo as áreas de energia, emissões de CO2, população e economia.



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