Biomassa

Petrobras e UFRN inauguram laboratório para estudos de uso de biomassa em processos de refino

Friday, 25 de June de 2010

A Petrobras e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) inauguraram nesta terça-feira (22.6) o Laboratório de Biomassa e Biocombustíveis para o desenvolvimento de pesquisas em processo de obtenção de bio-óleo por pirólise rápida catalítica, a partir de resíduos vegetais.
Gerado a partir de matérias-primas como serragem de madeira, capim-elefante e principalmente palha ou bagaço de cana-de-açúcar, o bio-óleo com qualidade adequada pode ser processado em unidades de refino convencionais, gerando combustíveis de alta qualidade.
Vinculado ao Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o Laboratório de Biomassa e Biocombustíveis recebeu investimentos da ordem de R$ 1 milhão 350 mil, aproximadamente, oriundos da Petrobras e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), para a construção do prédio, além de implantação de infraestrutura, aquisição de modernos equipamentos, criação de laboratórios de padrão mundial de excelência, capacitação de pesquisadores/recursos humanos e desenvolvimento de projetos de Pesquisa & Desenvolvimento nas áreas de interesse.
Os equipamentos estão instalados em laboratório com 150m2 de área construída, sendo o principal deles uma planta piloto de pirólise térmica. Com capacidade de processar 1 kg/hr de biomassa seca, esta é a primeira planta piloto de pirólise térmica em uma universidade brasileira.
No novo laboratório, pesquisadores do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e da Universidade desenvolverão estudos sobre melhoramento da qualidade de bio-óleo gerado por este processo, para poder no futuro incorporá-lo às plantas de refino da companhia.
“O bio-óleo já é produzido, mas com grande instabilidade. Ele pode ter aplicação em turbinas e na indústria, e, dependendo do tratamento, pode até ser utilizado em motores automotivos”, explica João Fernandes de Sousa, coordenador dos projetos do Laboratório de Biomassa.
A planta pirolítica, do tipo semipiloto, foi adquirida da empresa Bioware, de Campinas, São Paulo, sendo a primeira do Brasil a ser instalada em laboratório de uma instituição federal, tornando-se pioneira também no desenvolvimento do processo termocatalítico do capim elefante.
O grupo responsável pelos projetos é constituído de uma equipe de cinco professores dos departamentos de Engenharia Química, Engenharia Mecânica, Química e Zootecnia, além de um engenheiro químico e um técnico.
Criado em novembro de 2009, o laboratório contempla dois projetos inseridos na Rede Temática Centro de Desenvolvimento de Produtos e Processos para o Refino. O primeiro propõe a implantação de infraestrutura laboratorial na universidade para desenvolvimento de processos na área de biomassa, o outro, do tipo P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), diz respeito à produção de bio-óleo a partir do capim elefante, aplicando a técnica da pirólise rápida catalítica.
O modelo das Redes Temáticas foi criado pela Petrobras em 2006, voltado para o relacionamento com as universidades e institutos de pesquisas brasileiros. Hoje já há 50 redes operando em parceria com 114 universidades e instituições de pesquisas de todo o Brasil. Nas redes, as instituições desenvolvem pesquisas em temas estratégicos para o negócio da Petrobras e para a indústria brasileira de energia.

Petrobras e UFRN



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