Bioeletricidade

Nova bolsa BRIX será importante para setor sucroenergético

Sunday, 29 de May de 2011

Nova bolsa BRIX será importante para setor sucroenergético

Transparência nos preços e liquidez para o mercado. São estes os principais benefícios que a nova bolsa para negociação de energia elétrica, a BRIX, trará para o setor sucroenergético na avaliação de Zilmar de Souza, gerente de bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Mais de 20 associados da entidade assistiram a uma apresentação de Marcelo Mello, diretor presidente da BRIX, na sede da Unica em São Paulo (SP).
“A BRIX será importante para trazer mais transparência na divulgação dos preços de energia e liquidez ao mercado,” avalia Zilmar ao comentar a possibilidade de se obter produtos negociados na bolsa que incentivem a comercialização de bioeletricidade com uso do bagaço de cana, dentro do chamado Ambiente de Contratação Livre (ACL). A ideia é que a BRIX apresente uma série de produtos, entre eles a negociação de um contrato de energia de fontes alternativas que tem desconto no uso da rede, opção conhecida como "energia incentivada."
A jovem BRIX, que tem pouco mais de um mês de vida, tem como proposta ser uma plataforma eletrônica para negociação de energia elétrica no Brasil. A empresa tem entre seus sócios a Intercontinetal Exchante (ICE), o empresário Eike Batista, o ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Roberto Teixeira da Costa e os empresários Josué Gomes da Silva da Coteminas e Marcelo Parodi da Compass Energia.
De acordo com Marcelo Mello, a plataforma, que está em fase de implantação, proporcionará várias inovações para o setor elétrico, entre elas a elaboração e divulgação de um índice de peço chamado BRIX Spot, que servirá para medir a evolução dos preços resultantes das negociações que ocorrerão na Bolsa.
A iniciativa atenderá aos mais de 1.400 agentes que atuam no Ambiente de Contratação Livre (ACL), também chamado mercado livre, que representa cerca de 25% da energia consumida no País.
A plataforma proporciona uma série de inovações e representa a primeira etapa para implementação de uma bolsa de energia no Brasil. A perspectiva é de triplicar o volume de negócios nos próximos três a cinco anos, um salto dos R$ 25 bilhões estimados em 2010 para R$ 75 bilhões. Entre as novidades, o mercado terá à disposição o índice BRIX Spot para medir a evolução de preços a partir das negociações efetivadas.
O início das operações está previsto para junho deste ano.

Unica/Brix



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