Bioeletricidade

Usinas investem em sorgo alta biomassa para produzir bioeletricidade

Wednesday, 03 de September de 2014

Usinas investem em sorgo alta biomassa para produzir bioeletricidade

Uma área reservada para cana-de-açúcar e outra para a cultura do sorgo. Foi o que uma usina da região de Presidente Prudente, interior de São Paulo, decidiu fazer para aproveitar bem as áreas de reforma de canaviais e ainda aumentar o orçamento da unidade em um momento de crise do setor sucroenergético. A diferença é que a empresa não investiu em um sorgo comum. Ele é de alta biomassa, usado para produzir energia.

O híbrido foi desenvolvido pela Ceres há dois anos e já está no mercado. A empresa fez parcerias com várias usinas para cultivar áreas comerciais de sorgo de alta biomassa. A maior parte das usinas teve resultados economicamente viáveis.

"A gente produz em torno de 35 toneladas de matéria seca a 50% de umidade, a mesma do bagaço de cana, que a caldeira já está preparada para queimar. E com potencial energético de 1.800 kcal por quilo, que também é o mesmo que o bagaço de cana. Isso significa que o sorgo alta biomassa está pronto para ser plantado e gerar renda para a usina", disse o engenheiro agrônomo da Ceres, Fausto Piva .

A área comercial foi plantada em dezembro do ano passado e agora está na segunda etapa da colheita, que é feita com máquinas próprias para silagem. "A gente adaptou essas máquinas ensiladeiras para colher o sorgo alta biomassa. Ele já vai pronto, picado para ser levado direto para a caldeira. Ou seja, também não compete com a cana na indústria", explicou Piva.

Quando chega à usina, o bagaço do sorgo de alta biomassa pode ser estocado, se a umidade estiver abaixo de 40%. Caso contrário, deve ser misturado na pilha de bagaço de cana. Mas o procedimento mais indicado é queimá-lo imediatamente.

Segundo Piva, o custo de produção, corte e carregamento até a usina fica, em média, em R$ 2,4 mil por hectare. O que faz o preço do bagaço oscilar entre R$ 67,00 e R$ 80,00 a tonelada, valores que tornam o sorgo de alta biomassa bastante competitivo.

"A partir do momento que as usinas conhecerem, fazerem a curva de aprendizado do sorgo alta biomassa, algo que nós, da Ceres, somos experts, daí em diante não temos mais como segurar o sorgo de alta biomassa. A Ceres possui todo o pacote tecnológico para oferecer às usinas, do plantio até o descarregamento e a queima dentro das usinas", afirmou Piva.

Agência UDOP de Notícias



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