Biocombustíveis

Novas alternativas para produzir etanol

Monday, 23 de May de 2011

Novas alternativas para produzir etanol

Um estudo desenvolvido no Departamento de Genética e Evolução (DGE) da UFSCar foi premiado durante a XL Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular ­(SBBq), ocorrida entre os dias de 30 de abril a 3 de maio, em Foz do Iguaçu.

A pesquisa "A transcriptome survey of Trichoderma harzianum IOC-3844, under induced conditions for the production of cellulases and hemicellulases" recebeu o "SBBQ AWARD" como melhor poster apresentado no evento.

O trabalho foi coordenado pelo professor Flávio da Silva, docente do DGE e contou com a participação dos alunos do Programa de Pós-Graduação em Genética Evolutiva e Biologia Molecular (PPGGEv), Wilson Malagó Júnior e Danyelle Toyama.

 A pesquisa analisou a utilização de fungos na produção de etanol de segunda geração, produzido a partir da celulose, presente nos resíduos da cana-de-açúcar e em outras matérias-primas vegetais. O professor Flávio explica que a utilização de biomassa residual, como o bagaço de cana, para a produção de etanol requer a utilização de enzimas hidrolíticas que ainda não são produzidas no Brasil.

O trabalho apresentado pelos pesquisadores da UFSCar aponta para a utilização dos fungos Trichoderma harzianum na produção de proteínas enzimáticas que podem ser aplicadas na quebra da celulose e hemicelulose, estruturas que formam as paredes das células vegetais.

"Se o País quiser produzir etanol de segunda geração deverá desenvolver essas enzimas. Assim, a busca de organismos produtores destas enzimas é fundamental", afirma o docente da UFSCar.

O estudo mostrou que o fungo Trichoderma harzianum é um grande produtor de enzimas que podem ser aplicadas na degradação da biomassa. "Este fungo, que não era utilizado para produção de celulases, e sim para controle biológico, passou a ser uma grande promessa para a produção de enzimas celulolíticas. Este fato nos levou a estudar o transcriptoma do fungo, em busca de seus genes expressos na presença de celulase", relata.

As pesquisas desenvolvidas na UFSCar terão continuidade com objetivo de produzir as enzimas em larga escala. "Após o sequenciamento de mais de dois mil clones de qualidade, nós encontramos onze celulases, seis hemicelulases e uma proteína acessória, a swollenina, para as quais estamos desenvolvendo sistemas de produção recombinante em nosso laboratório", conclui Flávio.

Universidade Federal de S. Carlos - UFSCar



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