Biocombustíveis

CEISE Br acompanha nova realidade das bioenergias

Wednesday, 02 de February de 2011


ara se adequar a modernização do segmento canavieiro, especialmente no Centro-Sul do País, a principal entidade representativa da indústria de bens e capital da cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Brasil resolveu alterar seu nome oficial, adotando um dos novos termos e expressões que ilustram a modernização da indústria da cana-de-açúcar no país. O CEISE Br, antes Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroalcooleiro e Energético, agora se chama Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis.
A adoção da nova razão social do CEISE Br, sediado em Sertãozinho, no interior paulista, segue o exemplo de outra importante instituição do setor, o Fórum Nacional Sucroenergético. A entidade também alterou seu nome oficial, inserindo a palavra sucroenergético no lugar de sucroalcooleiro.
Na opinião de Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a adoção das expressões “sucroenergético” e “biocombustíveis”, anunciadas pelo Fórum Nacional em maio de 2009, e pelo CEISE na primeira quinzena de janeiro deste ano (12/01), refletem a nova fase de avanços tecnológicos e diversificação da produção canavieira no Brasil.
“Este ajuste de nomenclaturas vem ocorrendo de forma natural, principalmente em função de um aumento da participação da cana no campo da energia. Nos últimos anos, além de servir como tradicional matéria-prima para a fabricação de açúcar, a cana teve seu aproveitamento ampliado para a produção de etanol e bioeletricidade,” explica Padua.
Adézio José Marques, presidente do CEISE Br acrescenta: “A cana atingiu o posto de segunda maior fonte de energia primária na matriz energética brasileira.” Segundo informações divulgadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no Balanço Energético Nacional de 2009, a cana fornece 18% de toda a energia consumida no País. "Estimativas de agentes do setor indicam que a participação da comercialização de bioeletricidade na receita das usinas deve subir do atual patamar de 1% para 16% na safra 2015/2016”, comenta Adézio.
Para aprofundar o conhecimento de profissionais que já atuam na indústria da cana e até de diretores, presidentes e vice-presidentes de empresas do setor, o CEISE Br lançou em dezembro de 2009 a Universidade Corporativa do Setor Sucroenergético (Uniceise). O projeto, idealizado pelo CEISE Br, teve o apoio da Unica e da Organização dos Plantadores de Cana-de-Açúcar da Região Centro-Sul (Orplana).



Marcadores: cana-de-açúcar, cana, açúcar, etanol, biocombustíveis, renováveis, biodiversidade, sustentabilidade