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Mecanização no campo faz cortadores de cana migrarem para obras

Friday, 17 de September de 2010

Mecanização no campo faz cortadores de cana migrarem para obras

A mecanização no campo está fazendo os cortadores de cana migrarem para a construção civil em Ribeirão Preto. Quem passou parte da vida na zona rural, agora ajuda a fazer casas e edifícios. Por outro lado, a construção civil enfrenta um déficit de dois mil trabalhadores na cidade.
Essa necessidade de mão-de-obra vai ao encontro do grande número de desempregados dos canaviais. Em todo o Estado de São Paulo, 25 mil pessoas foram substituídas por máquinas na colheita de cana no ano passado. A maioria dos empregados (65%) é terceirizado, veio do corte da cana e é de outro estado.
Diante da falta de mão-de-obra para a construção civil estão sendo recrutados trabalhadores egressos do corte da cana-de-açúcar. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan, a falta de pedreiros, carpinteiros, pintores e azulejistas nos canteiros de obra pode chegar a 80 mil trabalhadores no estado.
Apesar da grande oferta, falta gente especializada em vários setores da construção. "Temos carência muito grande de engenheiros, encarregados, mestres, que de continuidade no ensinamento desta mão-de-obra. Não adianta capacidade só teórica" diz José Batista Ferreira, do Sindicato da Construção Civil.



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