Biocombustíveis

Governo japonês envia última delegação ao Brasil antes de definir mistura de biocombustíveis

Thursday, 12 de August de 2010

Governo japonês envia última delegação ao Brasil antes de definir mistura de biocombustíveis

Uma delegação de técnicos representando o governo japonês visitou o Brasil na semana de 27 de julho, para aprimorar conhecimentos sobre o setor sucroenergético antes da elaboração de um projeto de lei que deve ser adotado ainda este ano definindo um novo nível de mistura de etanol na gasolina. Entre outras preocupações, o Japão quer definir critérios de sustentabilidade que serão observados para a importação e comercialização do etanol naquele país, que não possui uma produção doméstica do biocombustível.
Em maio deste ano, pesquisadores japoneses também estiveram no Brasil para comprovar a sustentabilidade do etanol de cana-de-açúcar. "Há muitas alegações de entidades estrangeiras que colocam em questão a produção sustentável do etanol no Brasil. Assim, o Japão se questionou se o etanol de cana realmente reduzia as emissões de CO2 em grande quantidade. Foi muito importante a visita para constatar o ótimo desempenho da produção e levar as informações corretas. Isto possibilitará o início de uma mudança na percepção do País como um fornecedor confiável," afirmou Kuniyuki Terabe, vice-presidente da Brazil-Japan Ethanol Company, empresa fruto da parceria entre a Petrobras e a estatal japonesa Nippon Alcohol Hanbai K.K.
Nesta ultima visita, os japoneses conheceram a Usina São Martinho, em Pradópolis, interior de São Paulo, acompanhados pela assessora de relações institucionais da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Nayana Rizzo. À noite eles se encontraram com a equipe de sustentabilidade do escritório da UNICA em Ribeirão Preto, composta pela assessora de responsabilidade social corporativa, Maria Luiza Barbosa, e pelo assessor de responsabilidade ambiental corporativa, Daniel Lobo.
Além de Terabe, também integraram o grupo japonês o diretor geral do Instituto de Pesquisa de Tecnologia Inovadora para a Terra, Kenji Yamaji; o economista do Centro de Dados e Modelagem de Energia do Instituto de Energia Econômica do Japão, Ryoichi Komiyama; e o diretor da Brazil-Japan Ethanol Company, Hideki Kono.
A delegação japonesa permaneceu no Brasil de 25 a 28 de julho, período em que também visitou o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), em Piracicaba; o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), em Campinas; o terminal de Paulínia, no interior de São Paulo; o Palácio do Itamaraty, em Brasília; e a Petrobras no Rio de Janeiro.
O governo do Japão anunciou recentemente uma nova meta de redução, até 2020, de 25% do total de emissões de gases causadores do efeito estufa em relação aos níveis de emissão ocorridos há trinta anos. Desde 2003, a legislação japonesa permite uma mistura facultativa de até 3% de etanol na gasolina, e há discussões no país sobre o aumento desta mistura para até 10%.

Agência UDOP



Marcadores: etanol, biocombustíveis, CO2, GEE, sustentabilidade, renováveis