Biocombustíveis

Grupo africano busca tecnologia para etanol no Brasil

Saturday, 31 de July de 2010

Com a intenção de adquirir tecnologia para produção de etanol a partir de cana-de-açúcar, representantes do consórcio sul-africano, formado pelas empresas Industrial Development Group (IDG) e Imphandz, reuniram-se em Brasília, com a Embrapa Agroenergia.
O IDG é composto por um grupo de empresas com atuação em vários países da África e tem negócios nas áreas de petróleo, gás natural, mineração e outras indústrias relacionadas à energia. A Imphandz administra fundos de investimento nas áreas de informática, telefonia, recursos minerais, e energia em diversos países do continente africano.
O consórcio está investindo em áreas para a produção de etanol em Moçambique, Guiné, República do Congo, Suazilândia e Zâmbia, em uma área total de 210 mil hectares, o que significa potencial de produzir 1 bilhão desse biocombustível por ano. Já o Brasil produz em torno de 30 bilhões de litros usando área de cerca de 8 milhões de hectares para a produção de cana-de-açúcar.
O Programa de etanol no Brasil, as etapas da fabricação, o impacto sócio-econômico do mesmo, a produção de veículos flex, o balanço energético da produção de etanol no pais, o papel desse combustível na mitigação da emissão dos gases do efeito estufa e as pesquisas em andamento foram apresentados aos representantes africanos pelo Chefe de Comunicação e Negócios da Embrapa Agroenergia, José Manuel Cabral, que saliento:" a Embrapa por intermédio do escritório de transferência de tecnologia na África, situado em Gana, poderá fortalecer a parceria e servir de ponte entre as instituições brasileiras e africanas",
A Embrapa, com cerca de 40 projetos em andamento, atua fortemente no continente africano com cooperação técnica e negócios tecnológicos. "O Governo brasileiro tem a política de aproximação com os países africanos e empresas brasileiras ligadas ao setor sulcroalcooleiro já atuam nesse continente, com a elaboração de projetos de consultoria e instalação de usinas em diversos países", diz o representante da Embrapa Agroenergia.
"Temos interesse no modelo do Brasil, na área de bioenergia e pretendemos usar a tecnologia na área agrícola e industrial", declarou o presidente do consórcio, Mxolisi Mbetse. Para isso, o grupo participa nesta semana de reuniões com instituições paulistas de pesquisas e grupos empresariais do setor sulcroalcooleiro.

Biocombustíveis na África do Sul

Na África do Sul já está em execução um projeto para misturar de 10 a 15% de álcool na gasolina até 2013. Para tanto, será necessário importar etanol, o que faz desse País mercado potencial para exportação de etanol anidro brasileiro.
O governo sul-africano decidiu não usar milho na produção de etanol, reforçou Martin Mbetse, assessor econômico do grupo, para evitar uma possível competição entre culturas energéticas e alimentares, pois a produção de alimentos é crucial para o desenvolvimento africano.
Andrew Mthembu, diretor-presidente da Imphandz, ficou interessado nas possibilidades de cooperação que incluem desde a parte agrícola até os equipamentos e na montagem de carros flex na África do Sul. "Uma das vantagens de firmar a parceria com o Brasil é que o continente africano tem condições climáticas e de solo semelhantes às brasileiras, o que favorece a produção da cana-de-açúcar e do bioetanol", concluiu Andrew.

Agora MS



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