Biocombustíveis

Frente Parlamentar do Setor Sucroenergético é lançada na Câmara dos Deputados

Tuesday, 11 de June de 2019

"A Frente Parlamentar é o ponto de encontro do poder Executivo com o Legislativo. Aqui poderemos ouvir as demandas da sociedade, que almeja contar com energia mais barata e renovável", destacou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, durante o lançamento da Frente Parlamentar de Valorização do Setor Sucroenergético, realizado nesta quinta-feira (30), na Câmara dos Deputados.

Como uma iniciativa suprapartidária, a Frente tem o propósito de mobilizar e somar esforços no Congresso Nacional para discutir e propor medidas e políticas públicas que garantam a estabilidade e a previsibilidade do setor.

Durante o evento, o presidente da Frente, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), afirmou que a iniciativa tem história no Congresso e que o grupo liderou momentos decisivos para o setor. "Nós agora temos uma pauta para dar continuidade, pauta traduzida na plena implementação do RenovaBio e as alternativas aos carros elétricos que virão", ressaltou o parlamentar.

O trabalho da Frente é pautado pela relevância da cadeia sucroenergética para o País. São 376 unidades industriais e quase 70 mil produtores independentes de cana-de-açúcar que integram o setor, responsáveis pela geração de mais de um milhão de empregos diretos.

"Ressaltamos que a indústria de biocombustíveis leva o desenvolvimento econômico para todas as regiões a partir de um combustível que contribui diretamente para reduzir as principais emissões poluentes na cidade e no campo, assim como diminui os gases causadores do aquecimento global. Expandir a produção e o uso da bioenergia no Brasil é bom, também, para o mundo", reforçou Bento Albuquerque.

O lançamento da Frente foi marcado pela realização de um seminário que destacou as principais demandas do setor na atualidade: a implantação do RenovaBio e os desafios do Rota 2030, que estabelece uma série de obrigações de eficiência, segurança e sustentabilidade para os fabricantes de veículos.

Durante painel sobre o RenovaBio, o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, Evandro Gussi, afirmou que as conquistas do setor precisam ser reconhecidas. "Não às custas dos impostos recolhidos pelos brasileiros, porque o RenovaBio não tem participação de renúncia fiscal, não tem subsídio público envolvido. Pelo contrário, ele tem um mecanismo de mercado que valoriza a eficiência", defendeu Gussi.

Também participaram do lançamento da Frente Parlamentar o Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Márcio Félix; o presidente do Fórum Sucroenergético, André Rocha; o presidente da FEPLANA, Alexandre Lima, que discutiram os "Desafios para a implantação do RenovaBio", no primeiro painel do simpósio.

Para debater sobre "ROTA 2030, a eletrificação renovável", foram convidados o representante da Sociedade Civil no CNPE e presidente da Datagro, Plínio Nastari; o diretor técnico da Anfavea, Henry Joseph Júnior; o secretário Especial Adjunto da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Igor Calvet; o vice-presidente da Câmara, deputado Marcos Pereira



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