Biocombustíveis

Mercedes-Benz só terá elétricos a partir de 2039

Wednesday, 22 de May de 2019

Mercedes-Benz só terá elétricos a partir de 2039

A Mercedes-Benz pode estar iniciando agora sua trajetória com carros elétricos com o lançamento da linha EQ e do SUV médio elétrico EQC, mas as ambições da marca são grandes. Com planos de se tornar uma marca livre de emissões de carbono a partir de 2039, a Mercedes-Benz vai mudar seus rumos.

Segundo a marca, a transformação de seus carros será feita em menos de três ciclos de renovação de produtos. Assim, é possível que as próximas gerações dos atuais Mercedes-Benz já sejam totalmente híbridas antes de se converterem à eletricidade. Modelos a combustão, tanto diesel quanto gasolina, devem ser deixados de lado com a nova estratégia.

Ola Kallenius, membro da equipe de gerência da Mercedes-Benz, acredita que "os combustíveis fósseis dominaram nossos negócios desde a invenção do carro por Carl Benz e Gottlieb Daimler há cerca de 130 anos. Mas, como uma empresa fundada por engenheiros, acreditamos que a tecnologia também pode ajudar a projetar um futuro melhor"

Conhecida por seus motores V8 e V6 turbinados e cheios de potência, a preparadora oficial da Mercedes-Benz poderá manter a marca ainda no mundo da combustão após 2039. É possível também que a AMG passe a investir em carros elétricos com potência ampliada, tal qual faz a Tesla com seus modelos Performance.

Caminhões híbridos e Caminhão flex-elétrico

Livrar-se dos caminhões a diesel é problemático por várias razões, mas sobretudo porque os motores saem caros demais e as baterias roubam espaço precioso das cargas.

Engenheiros do MIT, nos EUA, acreditam ter encontrado o roteiro ideal para superar esses desafios. Para Daniel Cohn e Leslie Bromberg, os caminhões do futuro deverão ser híbridos, mas trocando o motor diesel por um motor a gasolina ou etanol.

O conceito envolve o uso de um sistema de motorização híbrida no qual o caminhão é alimentado principalmente por baterias e impulsionado por motores elétricos.

Mas um motor de ignição por centelha, como o dos carros - o motor diesel funciona por compressão -, permitiria aos caminhões viajar pelas mesmas distâncias dos atuais caminhões a diesel convencionais, isto é, não haveria perda de autonomia.

Embora não neguem que o objetivo final seja alimentar os caminhões inteiramente com baterias, os pesquisadores afirmam que essa opção híbrida e flex poderia fornecer um caminho para superar as preocupações sobre autonomia, custo ou a necessidade de peso excessivo das baterias - de 10 a 15 toneladas de baterias para um caminhão padrão.

Além disso, usando uma configuração flex, que permite funcionar com gasolina, etanol, metanol ou uma mistura destes, esses motores têm o potencial de emitir menos gases de efeito estufa do que os motores a diesel e mesmo aqueles a gasolina puros, sendo que o custo incremental para torná-los flexíveis do ponto de vista do combustível é muito pequena.

Cohn e Bromberg fizeram uma análise detalhada da engenharia e dos aspectos econômicos envolvidos no desenvolvimento de um motor flex para caminhões para atender às necessidades das transportadoras em condições reais de operação.

A modelagem computacional de toda uma gama de características do motor, combinada com a triagem dos resultados usando um sistema de inteligência artificial, forneceu indicações claras dos caminhos mais promissores e mostrou que substituir o motor diesel por um conjunto híbrido flex-elétrico é de fato prática e financeiramente viável.



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