Biocombustíveis

Scania renova aposta em biocombustíveis

Sunday, 05 de August de 2018

Scania renova aposta em biocombustíveis

A nova geração de caminhões que a Scania começa a produzir no Brasil em fevereiro de 2019 terá cinco versões que podem rodar com biocombustível, duas a etanol e três a biogás. Em 2011 a fabricante já tinha lançado uma versão a etanol da cabine P, mas as vendas foram irrelevantes. Agora a aposta é de maior demanda por soluções sustentáveis por parte de embarcadores, o que poderá motivar transportadores no Brasil e exterior a comprar veículos que causam menor impacto ao meio ambiente. 

“Hoje já existem combustíveis alternativos mais rentáveis que o diesel, ao mesmo tempo em que vários embarcadores estão pressionados pela questão ambiental, o que aumenta a procura por soluções sustentáveis de transporte. Por isso temos hoje mais chances de introduzir no mercado caminhões a biogás e bioetanol, mas isso está só começando”, avalia Silvio Munhoz, diretor comercial da Scania Brasil.

Serão oferecidas duas versões a etanol dos motores XPI, que trabalham em ciclo diesel com aditivo para regular a detonação: o DC09, de nove litros, 280 cavalos e 1.400 Nm de torque máximo; e o DC13, 13 litros, 400 cv e 2.150 Nm. A maior expectativa recai sobre o motor mais potente. “Essa opção nos dá pela primeira vez a possibilidade de participar da cadeia de produção do etanol, para transporte e distribuição do biocombustível produzido pelas usinas”, aponta Christopher Podgorski, presidente da Scania Latin America. Também há potencial de exportação para clientes na Europa, onde existe movimento de aumentar o uso de etanol no transporte de cargas.

A nova geração Scania terá três opções a gás são de motores ciclo otto, mais econômicos que o diesel para queimar combustível gasoso: OC09 104 de 280 cv/1.350 Nm, OC09 105 de 340 cv/1.600 Nm e OC13 101 de 410 cv/2.000 Nm. “É uma novidade no Brasil, pela primeira vez vamos oferecer motor a gás de grande potência, capaz de puxar até 50 toneladas de carga”, destaca Celso Mendonça, gerente de desenvolvimento de negócios da fabricante.

Os três motores queimam metano, que pode ser gás natural veicular (GNV) ou biometano, extraído de resíduos orgânicos. Embora a produção de biogás ainda seja pequena no Brasil, existem projetos para aumentar a produção. Enquanto isso não acontece, já existe distribuição ampla de GNV no País. Por isso a Scania prevê que os potenciais clientes nacionais da opção poderão ser as companhias distribuidoras de GNV.

Segundo Silvio Munhoz, ainda não existem comparações precisas sobre a diferença de custo operacional entre caminhões diesel e gás, mas ele cita a experiência já feita com ônibus em São Paulo: “O custo por quilômetro com o GNV é 28% menor que o mesmo veículo a diesel. Por isso a perspectiva é bastante positiva”, pondera

Nova geração de caminhões no Brasil em 2019

 Dois anos após o lançar na Europa sua nova geração de caminhões, a Scania confirmou que os novos modelos serão produzidos também no Brasil a partir de fevereiro de 2019, quando entram em linha na sexagenária fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Ao contrário do que aconteceu nos mercados europeus, toda a gama será renovada e lançada de uma só vez, com preços de 10% a 15% maiores, colocando fim definitivo ao ciclo de vida da atual família de caminhões da marca sueca vendida no País e também exportada, que segue sendo produzida só até dezembro próximo.

A matriz da Scania na Suécia levou cerca de 10 anos e investiu € 2 bilhões para desenvolver a nova geração de caminhões, que e amplia significativamente o leque de opções da marca, com 19 tipos de configurações de cinco cabines modulares e motores de 7 a 16 litros para contemplar 35 tipos diferentes de aplicações, com a promessa de redução de consumo de diesel de até 12% na comparação com a atual gama ainda fabricada no Brasil. A planta de São Bernardo está sendo preparada desde 2016 para produzir os novos modelos e motores que agregam 12 mil novos componentes, com programa de investimento que soma R$ 2,6 bilhões até 2020. Segundo Christopher Podgorski, presidente da Scania Latin America, R$ 1,5 bilhão já foram investidos e os R$ 1,1 bilhão restantes serão aplicados ao longo dos dois próximos anos.
 



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