Biocombustíveis

Aprobio defende viabilidade de 100% de biodiesel nos ônibus de São Paulo

Wednesday, 14 de October de 2015

O diretor-superintendente da Aprobio, Julio Cesar Minelli, fez uma vigorosa defesa do uso de biodiesel nos grandes centros urbanos com misturas acima dos 7% por litro de diesel, o chamado B7, previsto em lei hoje.

Julio representou a Associação na reunião da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade da Câmara Municipal de São Paulo convocada para discutir o “Novo edital de transporte público: uma análise sob o recorte ambiental” sob o ângulo da Lei 14.933/2009, que prevê a troca de combustíveis fósseis por renováveis até 2018 em toda a frota de ônibus do transporte coletivo de passageiros.

A Aprobio tem participado do debate da Lei, com consultoria técnica sobre modais e alternativas de combustíveis verdes para, no cumprimento do texto legal, contribuir para melhorar a qualidade do ar da capital paulista. A questão afeta diretamente a licitação que a prefeitura da cidade lançará para renovar a concessão do serviço de transporte coletivo por mais 20 anos, renováveis por outros 20.

O diretor da entidade citou o exemplo de Curitiba, onde desde 2009 ônibus circulam com 100% de biodiesel, contando hoje com uma frota de 34 veículos e, a partir de 2012, a prefeitura lançou o Hibribus, com motores elétricos e ciclo diesel alimentados com 100% de biodiesel.

A intervenção de Julio Minelli foi um contraponto à fala do consultor Olímpio Alvares, do SPUrbanuss, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo da cidade, que elogiou opções como ônibus elétrico, o etanol e o diesel de cana, mas disse que o biodiesel é inviável. Segundo Minelli, as metas de transição dos combustíveis fósseis para os renováveis precisam ser revistas, devido aos investimentos que a medida implica. “Não podemos abrir mão de qualquer fonte de energia – disse o diretor da Aprobio –, sejam fósseis ou renováveis”.

O diretor da Aprobio, então, colocou a Associação à disposição do Sindicato e da Frente Parlamentar para aportar informações sobre a cadeia produtiva do biocombustível, seu desempenho técnico nos motores, atestado por fabricantes como Volvo, SAAB Scania, entre outros, além de todos os benefícios ambientais sócio econômicos e de saúde pública.

A presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade, Evangelina Vormittag, apresentou um resumo dos resultados do estudo sobre impactos ambientais e de saúde pública do uso progressivo do biodiesel nas regiões metropolitanas de seis capitais brasileiras.

Na reunião ela se limitou a falar rapidamente sobre as do Rio de Janeiro e de São Paulo. De acordo com a pesquisa, só em São Paulo, o B7 já ajuda a evitar 1,2 mil mortes e 7,3 mil internações por problemas respiratórios, numa economia só com as internações de R$ 21,7 milhões, nos próximos 10 anos. Com o B20 (20% de biodiesel por litro de diesel) serão 7,3 mil mortes a menos e, 45 mil menos internações e R$ 133 milhões economizados, com B100 - 100% de biodiesel – podemos imaginar como essas vantagens serão multiplicadas.

A reunião, coordenada pelo vereador Gilberto Natalini (PV), presidente da Frente Parlamentar e com a presença do vice, Ricardo Young (PV), contou com a participação de várias entidades da sociedade civil organizada.

Não faltaram manifestações de representantes de fabricantes de tecnologias alternativas para poluir menos São Paulo e de populares no plenário da sala onde se realizou o encontro. “Tudo o que queremos é um transporte limpo”, disse uma cidadã presente.

Aprobio



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