Biocombustíveis

Etanol é destaque em mercado de combustíveis

Sunday, 16 de May de 2010

Etanol é destaque em mercado de combustíveis

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes - Fecombustíveis - divulgou o Relatório Anual da Revenda de Combustíveis 2010. De acordo com os dados, mesmo em ano de crise, o destaque no mercado de combustíveis foi para o etanol, com crescimento superior a 3 bilhões de litros.
O aumento no mercado de combustíveis de 2008 para 2009 foi de 5,4%, atingido 67 bilhões de litros. Só de etanol foram comercializados 16,5 bilhões de litros no ano passado contra os 13,3 bilhões de litros vendidos em 2008, crescimento de 23,9%.
A demanda pela gasolina cresceu apenas 0,9%, tendo atingido 25,4 bilhões de litros contra 25,2 bilhões de litros no ano anterior. A crise econômica que atingiu o mundo em 2009 freou o consumo de óleo diesel, que ficou praticamente estável. A variação foi positiva em apenas 0,2%, de 25,1 bilhões para 25,2 bilhões de litros.
Quanto ao mercado de gás natural veicular (GNV), houve queda de 10%, registrando 5,7 milhões de metros cúbicos diários comercializados no ano passado. O faturamento total do setor de combustíveis chegou a R$ 179 bilhões, resultado 3,6% maior do que os R$ 192 bilhões faturados em 2008.

País deve focar na venda de tecnologias para produção de etanol, diz ex-ministro Roberto Rodrigues

O Brasil deveria se empenhar em exportar as tecnologias e os conhecimentos desenvolvidos na produção do etanol, em vez de se preocupar em vender apenas etanol para o mundo, afirmou o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues durante debate sobre biocombustíveis no Fórum Mundial de Agricultura, em Brasília.
Rodrigues ressaltou que viajou para vários países dependentes da importação de petróleo e sempre ouviu de governos e empresários que não trocariam a dependência do óleo da Opep - Organização dos Países Exportadores de Petróleo - pela dependência do etanol brasileiro. A dependência de um único país, segundo ele, é vista como um risco maior do que depender de um grupo de países produtores de petróleo.
"Temos que levar nossas tecnologias desenvolvidas ao longo de todos esses anos, nosso know-how, nossa legislação na área, ganhando dinheiro com isso e não apenas vendendo álcool", defendeu.
Segundo Rodrigues, só haverá um mercado mundial de etanol, transformando o produto em commodity, quando o Brasil deixar de ter a exclusividade da produção. O ex-ministro disse ainda que quando muitos países estiverem produzindo etanol, o mundo verá o álcool combustível como uma alternativa viável e sustentável, substituindo o consumo de petróleo.

Agência UDOP de Notícias



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