Biocombustíveis

Minas quer ciar polo de produção de macaúba para bioquerosene

Sunday, 30 de November de 2014

Minas quer ciar polo de produção de macaúba para bioquerosene

Esta semana foi lançada a Cadeia Extrativista da Macaúba que pretende viabilizar a exploração econômica dos maciços naturais desta palmeira nativa que tem elevado potencial de produção de óleo por hectare em municípios do centro-oeste do estado. A iniciativa é da Plataforma Mineira de Bioquerosene – consórcio formado por empresa e pelo governo mineiro – que pretende usar o óleo de macaúba como matéria-prima para a produção de bioquerosene de aviação (bioQAV).

A implantação da cadeia de valor do bioQAV em Minas Gerais é uma oportunidade para gerar desenvolvimento ao permitir a integração da agricultura familiar e empresarial num mercado crescente. O grupo é composto pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE), como a Boeing, a Embraer, a Gol Linhas Aéreas, GE do Brasil, International Air Transport Association (IATA), além de agências de pesquisa e fomento, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Instituto Interamericano de Cooperação Agrícola (IICA) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

No momento, o grupo está focando o primeiro elo da cadeia produtiva por meio do estímulo à oferta de insumos para a produção de biomassa em Minas. A partir do novo arranjo produtivo local (APL) agricultores e comunidades extrativistas da cidade de Dores do Indaiá alvo terão um plano de manejo das áreas nativas de macaúba. Drones serão utilizados para mapear e georreferenciar os maciços naturais da palmeira tendo como objetivo preparar um plano de ação para a colheita de 2015/2016.

A região conta com aproximadamente 200 mil hectares da palmeira o que permitiria a produção de 2 milhões e meio de toneladas de óleo. Os frutos que forem colhidos serão adquiridos pelo Consórcio MacaúbaBR que é formado por quatro empresas – a Acrotech, Soleá, Dibio e Curcas – e processados para a obtenção de óleo bruto. A meta inicial é a compra de 1 mil toneladas de frutos nessa safra, volume que pode ser ampliado nos próximos anos. “Esse é um passo concreto para o desenvolvimento da cadeia de produção da biomassa utilizando a macaúba como matéria-prima”, afirma o presidente da Curcas Diesel Brazil, Mike Lu, uma das empresas que compõem o Consórcio MacaubaBR.

Para o subsecretário da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDE), Luiz Antônio Athayde, o desenvolvimento da cadeia produtiva do bioQAV é promissora. “Temos que avançar rápido para dominar a tecnologia e ganhar escala na produção de energia renovável. A rota da macaúba, visando à produção do querosene verde é muito promissora. O Estado tem que fazer parte desta nova cadeia de valor que vai se formando no mundo, que implica em ‘plantar’ combustível renovável”, destaca.



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