Biocombustíveis

Proálcool completa 39 anos

Sunday, 23 de November de 2014

Proálcool completa 39 anos

O decreto n° 76.593 do governo brasileiro, publicado 39 anos atrás, exatamente no dia 14 de novembro de 1975, marcou a criação do Proálcool. Começava uma iniciativa pioneira de uso em larga escala de etanol combustível produzido a partir da cana-de-açúcar. A alternativa ao combustível fóssil, veio justamente depois da primeira crise do petróleo, quando o preço do barril teve elevação histórica.

A meta do governo brasileiro com o Programa Nacional do Álcool, o Proálcool era substituir gradativamente a frota de carros movida por combustíveis fósseis por motores que funcionavam com um combustível renovável. Uma tecnologia brasileira e pioneira que tornou o país menos dependente da gasolina importada e reduziu em dez milhões o número de carros movidos a gasolina que circulavam pelas ruas e estradas do Brasil.

No final dos anos 70, a produção alcooleira atingiu um pico de 12,3 bilhões de litros e o Proálcool foi fundamental para que a nova crise mundial do petróleo tivesse um impacto menor na economia brasileira.

A partir de 2003 , com a consolidação da tecnologia flex, ou seja, carros aptos a rodar tanto com etanol quanto com gasolina, e com a mistura em qualquer proporção dos dois combustíveis, nasceu uma nova era para o abastecimento de carros no Brasil. Hoje, a frota do país ultrapassa 34 milhões de veículos, dos quais mais de 22 milhões são flex. Graças a utilização do etanol hidratado (utilizado diretamente no tanque dos veículos) e do etanol anidro (adicionado a gasolina), mais de 230 milhões de toneladas de gases causadores do efeito estufa foram evitadas.

O diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, ressalta os números do consumo de etanol em substituição a gasolina no Brasil.
“Desde o início do Proálcool até hoje, o etanol substitui cerca de 2,3 bilhões de barris de gasolina, o equivalente a mais de 470 bilhões de litros de etanol” afirma Padua.

Entre 2004 e 2010, as companhias do setor sucroenergético fizeram grandes investimentos, mais de 100 novas plantas industriais foram construídas e o número de unidades produtoras em operação superou 400 empresas. Apesar de tudo isso, o setor vive atualmente a pior crise de sua história. A perda de competitividade do etanol promoveu uma reversão no ciclo virtuoso de investimento e crescimento da indústria. Entre 2008 e 2013, mais de 70 usinas já fecharam as portas somente na região Centro-Sul e outras 12 unidades devem encerrar suas atividades em 2014.

A reversão do cenário atual somente será alcançada a partir de uma política de longo prazo consistente, com a valorização de uma matriz energética diversificada e que reconheça as contribuições ambientais do etanol e da bioeletricidade. A palavra-chave é previsibilidade.

Unica



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