Biocombustíveis

Lançado novo programa de inovação em cana-de-açúcar

Monday, 17 de February de 2014

Lançado novo programa de inovação em cana-de-açúcar

O PAISS Agrícola, novo programa de incentivo à inovação tecnológica na área agrícola do setor sucroenergético, é uma novidade de grande importância e impacto que chega em um momento muito oportuno para o setor, avaliou a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, no lançamento oficial do programa.

O PAISS Agrícola - Programa de Apoio à Inovação Tecnológica Agrícola no Setor Sucroenergético - foi lançado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), na sede da Unica em São Paulo, na manhã desta segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014.

A iniciativa visa “estimular o aumento da produtividade agrícola do setor, segundo o o chefe do departamento de Biocombustíveis do BNDES, Carlos Eduardo Cavalcanti. Ele segue os moldes do PAISS Industrial (Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico), lançado em em 2011.

Para a Presidente da Unica, viabilizar investimentos em inovação agrícola contribui para uma retomada dos ganhos de produtividade e para a redução de custos de produção. “É um passo que pode nos ajudar a chegar a um novo círculo virtuoso de investimento para expandir a capacidade de produção do setor sucroenergético,” afirmou.

Para ilustrar a importância do novo programa, Elizabeth Farina destacou que 60% do custo de produção de etanol e açúcar estão na área agrícola. “Os custos agrícolas já são elevados e estão na ascendente, ao contrário dos custos de processamento industrial da cana, que vem sendo objeto de pesquisas e investimentos que tem resultado em custos menores,” explicou.

Dados da Unica mostram que durante os anos de crescimento acelerado do setor sucroenergético, entre 2002 e 2010, o custo de produção agrícola chegava a US$15 por tonelada. Hoje, esse custo dobrou e está na casa dos US$30 por tonelada.

Farina lembrou que a indústria tem avançado e adotado novas tecnologias em velocidade ímpar, como se observa no processo de mecanização da colheita, que está levando ao fim do uso do fogo nos canaviais. “Mas é fato que no esforço para mecanizar, o setor alterou processos literalmente sem pesquisa, adaptando tecnologia existente e usada para a cana colhida manualmente. Ao longo de cinco anos, adaptou-se a cultura da cana às máquinas e não as máquinas à cultura da cana. Provavelmente levaremos outros cinco anos até encontrar respostas mais adequadas,” frisou.

O PAISS Agrícola será mais uma iniciativa do programa Inova Empresa, que segundo Glauco Arbix, Presidente da Finep, “prevê um choque de investimento, o que vai provocar um impacto muito forte nas empresas, de modo a atacar o principal problema da nossa economia: a baixa produtividade.”

Unica



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