Biocombustíveis

Cana de açúcar morre antes de brotar por conta da seca sem fim

Saturday, 20 de April de 2013

Cana de açúcar morre antes de brotar por conta da seca sem fim

A planta da cana-de-açúcar, que tem vida média de seis safras, está morrendo antes do tempo por conta do déficit hídrico no solo da Zona da Mata do Estado. A cana não brota mais, com a morte das socarias, devido a seca sem fim. O cenário reduzirá a nova safra, ampliando o prejuízo do setor que amargou um déficit de 30% na última safra.

Em função da mortandade, mesmo que haja chuva imediata, a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco já estima uma nova redução de 15% da matéria prima do açúcar e etanol, em diversos municípios.

Para Alexandre Andrade Lima, presidente do órgão de classe, o cenário pode ser observado nas cidades da Mata Norte, como Macaparana, Timbaúba, Aliança, Vicência, Nazaré da Mata, Bueno Aires, Limoeiro e Carpina; e em Palmares, Jaqueira, Maraial e Catende, na Mata Sul.

"Os canaviais desses municípios já estão pra lá de emergência, estão em calamidade" diz. O quadro não poderia ser diferente, visto que a seca já dura mais de um ano. Durante todo o período de formação das lavouras, que compreendeu os meses de março a agosto, choveu abaixo da média. O cenário negativo se repetiu nos meses de colheita, que foi de setembro a fevereiro, com exceção de outubro.

"O déficit pluviométrico promoverá uma redução dentro da redução, ou seja, prejuízos em cima de prejuízos", conta Lima, insatisfeito com a omissão do governo estadual diante da situação. Desde novembro de 2012, a Associação e o Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado aguardam o cumprimento da promessa do governo estadual para adotar medidas públicas para diminuir os efeitos da seca na cultura canavieira.

"Na época, o governador em exercício, João Lyra Neto, anunciou solidariedade ao setor", conta Lima. O dirigente diz que o gestor falou que haveria pressa para resolução do problema, visto que a intervenção governamental não poderia ser realizada fora do tempo.

AFCP



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