Biocombustíveis

Etanolduto entre Ribeirão Preto e Paulínia entrará em operação em maio

Thursday, 11 de April de 2013

Etanolduto entre Ribeirão Preto e Paulínia entrará em operação em maio

Na primeira Assembleia Geral da Udop de 2013, o diretor comercial da Logum Logística, Luiz Augusto da Fonseca, falou sobre os avanços do projeto de movimentação de etanol pela hidrovia Tietê-Paraná e sobre a importância do novo sistema logístico para a competitividade do setor bioenergético.

O projeto da Logum tem como sócios a Raízen, Copersucar, Petrobras e Odebrecht Agroindustrial, cada uma com 20%, além da Uniduto e da Camargo Corrêa, com 10% cada.

Segundo o diretor comercial, o primeiro trecho de construção do duto entre Ribeirão Preto e Paulínia e o Terminal de Ribeirão Preto, cujas obras tiveram início em novembro/2010, devem ser inaugurados em maio.

O projeto completo, quando concluído, terá uma capacidade instalada de transporte de até 21 milhões de metros cúbicos de etanol por ano. O investimento total do projeto é de R$ 7 bilhões. "O primeiro trecho de 207 quilômetros e um terminal em Ribeirão Preto já está concluído. Nós estamos aguardando um processo final de certificações para iniciar o primeiro transporte de etanol comercial no final do próximo mês de maio", adianta Fonseca.

O diretor comercial adiantou também, que para o próximo ano, a Logum deverá iniciar uma operação antecipada em Araçatuba. Nesta fase de testes, a Logum deverá escoar o etanol da região Oeste Paulista por barcaças até Anhembi, testando a operacionalidade da hidrovia Tietê-Paraná. Através do projeto, o etanol produzido na região será levado aos grandes centros consumidores como a região metropolitana de São Paulo, Rio de Janeiro e para exportação.

Para Fonseca, entre as vantagens do sistema está o custo logístico. Ele explica que para o etanol sair da usina e chegar até uma base de distribuidora, o custo deverá ser em média 20% menor que o custo logístico do modal rodoviário.

Outra vantagem citada pelo diretor comercial é sobre a estocagem do biocombustível, que estará na ponta, e não mais na usina. "Então estará mais próximo do centro de consumo e poderá arbitrar melhor sua comercialização e, evidentemente, o tempo que esse etanol chegue até seu destino, é uma questão de dias, enquanto isso levaria para o caminhão algumas semanas dependendo do volume a ser transportado", ressalta.

De acordo com Fonseca, o sistema de transporte de etanol por duto modificará a maneira de comercialização do etanol. "Será uma grande contribuição para a logística, uma vez que o fluxo é contínuo e as quantidades trabalhadas são bastante elevadas, isso pode significar o equivalente a 1 milhão e 200 mil viagens por ano", finaliza o diretor comercial da Logum.

O Sistema Logístico de Etanol atravessará 45 municípios, ligando as principais regiões produtoras de etanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul ao principal ponto de armazenamento e distribuição em Paulínia/SP. O empreendimento será integrado ao sistema de transporte hidroviário com utilização de barcaças na bacia Tietê-Paraná. Ao todo, o sistema prevê 16 terminais, entre terrestres e aquaviários.

O sistema integrado se estenderá a partir de Paulínia por uma ampla malha de dutos existentes até os terminais em Barueri e Guarulhos, na grande São Paulo e em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Destes pontos, o etanol será levado diretamente aos postos de combustíveis, por meio de transporte rodoviário de curta distância. Para garantir que o etanol chegue a outros mercados no território nacional, por cabotagem, o sistema de escoamento alcançará terminais marítimos nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro. O sistema levará agilidade ao processo de exportação do etanol.

Agência Udop de Notícias



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