Biocombustíveis

Tecnologia inovadora transforma vinhaça em pó rico em potássio

Saturday, 12 de November de 2011

Tecnologia inovadora transforma vinhaça em pó rico em potássio

Uma tecnologia inovadora que transforma vinhaça, subproduto da fabricação do etanol, em um pó rico em potássio que pode ser aproveitado como fertilizante, será apresentada durante o 10º Seminário sobre Produtividade e Redução de Custos da Agroindústria Canavieira, nos dias 30/11 e 1º/12 de 2011, em Ribeirão Preto (SP).

Atualmente, para cada litro de etanol produzido são gerados aproximadamente 13 litros de vinhaça, ou vinhoto, como também é conhecido. Esse fluido é um resíduo líquido que pode prejudicar os solos.

A nova tecnologia também transforma a maior parte do líquido em água tratada, reutilizável em processos industriais.

A solução foi desenvolvida, patenteada e testada no Brasil por especialistas de diversas nacionalidades, a partir do conhecimento do mercado sucroalcooleiro nacional, suas respectivas tecnologias de ponta e, também, pelo domínio tecnológico mais avançado mundialmente.

Desenvolvida pela SCBCS, a nova tecnologia retira as impurezas do material e, com a combinação de outros micronutrientes, transforma o vinhoto em adubo em pó de alto valor, que pode ser útil para os próprios canaviais.

"Esses encontros serão uma oportunidade para destacarmos a nossa solução inédita para o segmento e também para debater o tema com um público diversificado, envolvendo investidores e especialistas do setor de biotecnologia e bioenergia", comenta Silvio Taboas, membro do conselho da SCBCS.

Com a solução, o Brasil diminuirá a demanda por importação de fertilizantes, que chega a 90%, pois mil litros de vinhaça transformada em pó contém, no mínimo, dois quilos de potássio.

A SCBCS é a proprietária exclusiva dos direitos de uso da tecnologia e da patente SCBCS ZLD® (Sugar Cane Business Case Sustainability, Zero Liquid Discharge).

"Agora é possível produzir álcool etílico como um produto ZLD, isto é, descarga líquida zero, um processo que não gera quaisquer resíduos e efluentes, normalmente nocivos ao meio ambiente", explica Taboas.

Segundo Juan Staibano, também membro do conselho da empresa, posteriormente, não apenas fabricantes de bioetanol de primeira geração, a exemplo do biodiesel e do etanol de segunda geração, como todos os destiladores de bebidas alcoólicas, também se beneficiarão da tecnologia.

A solução é aplicada por meio da utilização de instalações e máquinas industriais e necessita do acompanhamento de sistemas especialistas, pois o processo de transformação da vinhaça requer a utilização de sensores interpretativos e ajustes dinâmicos hipersensíveis.

Essa tecnologia preservará o meio ambiente, uma vez que as fábricas obterão água reutilizável nos seus processos industriais e poderão evitar a contaminação dos campos, águas superficiais e os lençóis freáticos. Além disso, haverá um benefício logístico, visto que os produtores não precisarão mais disponibilizar tanques e caminhões para transportar a vinhaça. A previsão de chegada da nova tecnologia ao mercado nacional é de dois anos.

Segundo a empresa SCBCS, esta inovação e o novo empreendimento já contam com o apoio do Governo Federal, por meio da Diretoria de Tecnologias Inovadoras do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Ministério de Minas e Energia (MME) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
 



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