Biocombustíveis

Etanol de cana tem performance comparável à de futuro biocombustível de 2ª geração

Monday, 12 de September de 2011

Etanol de cana tem performance comparável à de futuro biocombustível de 2ª geração

O etanol produzido a partir da cana-de-açúcar já apresenta um desempenho ambiental igual ou superior ao esperado quando biocombustíveis de segunda geração forem viabilizados. A questão, já citada em diversos estudos, foi levantada pelo gerente de Sustentabilidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Luiz Fernando do Amaral, durante o evento “Task Force 39” – “Commercializing Liquid Biofuels from Biomass,” (Comercializando Biocombustíveis Líquidos de Biomassa) realizado em agosto, na sede do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes), no Rio de Janeiro (RJ).

O encontro, promovido pela Agência Internacional de Energia (IEA), reuniu especialistas de diversas nacionalidades para discutir a comercialização e técnicas de produção para os biocombustíveis produzidos a partir de material celulósico, ou, de segunda geração. O representante da UNICA utilizou dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) para endossar seus argumentos. “Estudos brasileiros indicam que o etanol de cana reduz em até 90% a emissão de gases de efeito estufa (GEE) quando comparado com a gasolina. Enquanto isso, os biocombustíveis de segunda geração produzidos a partir da celulose reduzem as emissões de 80% a 90% de acordo com o PNUMA. Em outras palavras, podemos afirmar que o desempenho do etanol de cana é equivalente ou até superior ao do etanol de segunda geração,” afirma.

Em sua palestra, Amaral ainda destacou programas que contribuem para promover a sustentabilidade do setor sucroenergético, como o Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, o Projeto RenovAção, o Compromisso Nacional para Aprimorar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, e a Certificação Bonsucro. Segundo Amaral, é preciso estabelecer quais os objetivos esperados e desenvolver a ferramenta correta para atingi-los. “Para cada objetivo, há um modelo ideal de programa. Todos têm seu valor e não há solução única,” explicou.

Participaram do evento o diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles; o diretor geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (ICONE), André Nassar; o diretor do Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), Marco Aurélio Lima; o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Bernardo Rudorff; o pesquisador do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa; e Paulo Barbosa, executivo da Petrobras Biocombustíveis. O “Task Force 39” é coordenado por Jack Saddler, professor da Universidade de British Columbia, no Canadá.

Unica



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