Biocombustíveis

Genoma da soja abre caminho para os biocombustíveis

Sunday, 21 de February de 2010

Genoma da soja abre caminho para os biocombustíveis

A primeira oleaginosa a ter seu genoma sequenciado é a soja, em pesquisa destacada na edição de 14/1 da revista Nature.
Nos últimos anos, a soja converteu-se numa cultura dominante à escala mundial devido ao seu alto teor em proteínas e óleos tanto para o consumo humano como para a produção de rações e mais recentemente para o fabrico de biocombustíveis.
O sequenciamento da soja, destaca a revista, abre o caminho para melhorias no cultivo que poderão ter grande impacto na produção de alimentos e até mesmo na geração de energia.
“Esta investigação acelerará o desenvolvimento dos biocombustíveis, particularmente do biodísel”, garantiu Scott Jackson, autor do trabalho na Universidade Purdue, nos Estados Unidos, que acrescentou: “Com esta informação nas nossas mãos podemos encontrar os genes que contribuem para produzir mais óleos e melhores biocombustíveis”.
O conhecimento do genoma da soja permitirá, por exemplo, reduzir os resíduos gerados pelas indústrias suínas e avícolas ou criar variedades resistentes a doenças devastadoras, como a ferrugem asiática da soja, que provoca perdas em alguns países até 80 por cento do cultivo.
Os resultados da investigação mostram que o DNA desta planta contém, nos seus 20 cromossomas, 46 mil genes (mais do dobro do ser humano e vários milhares acima do genoma do trigo), sendo um dos mais complexos decifrados até agora.
No entanto, não se tratar se uma sequência muito longa. Tem mais de 1.100 milhões de nucleótidos (as unidades básicas do DNA), representando menos de metade do trigo e uma terça parte do ser humano.
Apesar das propriedades nutricionais e das múltiplas utilidades que tem para a industria não há um consenso sobre a soja. No Brasil, por exemplo, é um dos cultivos apontados pelos ecologistas como causa da desflorestação da Amazónia. Segundo a Greenpeace, a crescente produção de carne impulsiona o aumento da área agrícola e, portanto, o avanço de terras cultivadas para o interior das florestas primárias.



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