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Solução logística aumenta a competitividade do etanol

Saturday, 12 de March de 2011

Solução logística aumenta a competitividade do etanol O setor de bioenergia é um dos que mais cresceram no Brasil nos últimos dois anos.

Importantes investimentos estão sendo realizados -e se intensificarão- na ampliação da capacidade produtiva e em projetos "greenfield" (novos), para que se tenha escala compatível com o aumento projetado da demanda nos mercados interno e externo.

Para um setor em plena expansão, que busca alcançar mercados internacionais, uma solução logística competitiva se faz tão obrigatória quanto a alta eficiência agrícola e industrial.

Além disso, as regiões que hoje mais recebem projetos de usinas e investimentos estão nos Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que estão distantes de grandes centros consumidores, terminais e portos.

Hoje o Brasil já possui um projeto relevante para esse cenário: a construção de um sistema multimodal de logística, que inclui o alcoolduto.

O projeto ligará a região Centro-Oeste aos principais centros consumidores e aproximará o biocombustível dos portos.

No passado havia três projetos "concorrentes" em estudo. Os investimentos eram estimados em R$ 3 bilhões cada.

A decisão de unificar esses projetos em um novo traçado, que receberá investimento superior a R$ 6 bilhões, garante ganhos de sinergia, maior viabilidade financeira e a redução do custo de transporte por metro cúbico de etanol -o que se refletirá diretamente no preço pago pelo consumidor final, elevando a competitividade em relação ao concorrente fóssil.

Os atuais modais de transporte - sistema ferroviário e rodoviário - que movimentam a produção revelam-se incompatíveis para um setor que projeta duplicar sua capacidade produtiva em dez anos e tem a sustentabilidade como premissa.

Estima-se que, até 2020, o consumo de etanol no Brasil atingirá 50 bilhões de litros por ano. Continuar usando o modal rodoviário para atender esse crescimento significaria cerca de 3.000 caminhões circulando diariamente para transportar etanol. Além de mais competitivo, o novo modal diminuirá o uso de diesel e evitará essas emissões de CO2.

A implantação do novo sistema logístico representa um passo importante para o etanol brasileiro.

Esse projeto elevará o etanol produzido no Brasil a um patamar ainda mais competitivo e sustentável, confirmando sua eficiência para consumidores do país e mercados internacionais.

(*) José Carlos Grubisich é presidente da ETH Bioenergia

Marcadores: cana-de-açúcar, cana, açúcar, etanol, etanol celulósico, etanolduto, biocombustíveis, renováveis