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Fundos de ativos florestais

Tuesday, 04 de July de 2017

Fundos de ativos florestais Os fundos que investem em ativos florestais, voltados principalmente para atender a demanda de madeira da indústria, tiveram alta de 13,7% em 2016.

Foram R$ 10,9 bilhões em ativos, contra cerca de R$ 9,6 bilhões no ano anterior. A projeção é que a expansão anual em 2017 seja similar, entre 10% e 15%. Nos últimos anos, grandes gestores têm realizado negócios no País, seja pela parceria com um sócio local ou investimentos diretos na plantação de florestas.

Com grande oferta de área disponível e condições climáticas favoráveis, o Brasil tem despertado o interesse de fundos estrangeiros que investem na plantação de florestas com fins comerciais, conhecidos como Timos (Timber Investment Management Organization).

O surgimento das florestas como uma classe atrativa de ativos sob a ótica dos investidores institucionais é recente em todo o mundo. Os Estados Unidos foram precursores no desenvolvimento dessa nova modalidade de investimento.

Algumas empresas do setor concluíram que os ativos florestais, uma vez alienados, poderiam gerar caixa para a liquidação de dívidas ou, até mesmo, poderiam alavancar investimentos em sua operação industrial. Com base nesse modelo de negócio, os ativos florestais foram adquiridos por investidores atuantes no mercado, que assumiram o compromisso de suprir a demanda de matéria-prima das unidades industriais das antigas detentoras desses ativos.

Historicamente, os ativos florestais naquele país têm proporcionado retornos muito superiores aos títulos do governo. Outra seara em que os ativos florestais se destacam é o mercado de ações, também sempre com ganhos superiores.

Além disso, a baixa volatilidade e a fraca correlação dos ativos florestais com a maioria das classes de investimentos tradicionais têm se mostrado uma excelente alternativa para a diversificação de portfólios. Não menos importante para medir a saúde do setor é a correlação com a inflação.

No País, as plantações florestais têm apresentado resultados compatíveis com investimentos tradicionais de baixo risco e de longo prazo. Independentemente da espécie de planta considerada, taxas de retorno real quase sempre oscilam entre 8% e 12% ao ano, podendo em casos excepcionais alcançar 14%. Ou seja, não há dúvida de que os investimentos em ativos florestais são uma nova oportunidade de negócio em que o Brasil oferece um conjunto de condições únicas.

Resta, agora, esperar que os investidores institucionais no País amadureçam suas posições para que os ativos florestais ganhem escala e velocidade no mercado.

O network no mercado florestal e industrial, aliado com a extensa plataforma técnica da Brasil Biomassa, são diferenciais na busca e monitoramento de potenciais alternativas para a venda dos ativos florestais ou de biomassa para geração de energia, e dando-nos a capacidade e estratégia do negócio.

Desenvolvemos uma estratégia consultiva para disponibilizar informações e negócios com rentabilidade para os detentores de ativos florestais (madeira) e uma discussão técnica ao fundo de investimentos.

Trabalhamos nas possibilidades de gerar valor com melhorias silviculturais para as empresas e conhecimento dos mercados regionais de produtores e utilizadores da madeira e a biomassa florestal.

Atualmente trabalhamos com dezenas empresas de base florestal (ativos florestais) e no processamento mecânico da madeira em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e da Bahia

Celso Oliveira é CEO da Brasil Biomassa.

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